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HABITAÇÃO > RECUPERAÇÃO E ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIO DE APARTAMENTOS

 

localização: Rua da Boa Nova, Porto

data de projecto: 2009

fase: construída

área de construção: 544 m²

 

O lote, de forma rectangular, desenvolve-se perpendicularmente à Rua da Boa Nova sofrendo uma inflexão no sentido sudeste, e apresenta uma área de implantação de aproximadamente 620 m2.

À face da rua, revelava-se um edifício de habitação com três pisos, composto por dois apartamentos tipo T3, no primeiro e segundo andares.
No piso térreo existia uma garagem com capacidade para um veículo e um acesso a uma outra construção existente no logradouro, onde se desenvolveu em tempos uma actividade industrial.
Este edifico, que ocupava quase a totalidade do lote, desenvolvia-se predominantemente em um só piso, com excepção do troço inicial que era composto por dois pisos e se encostava ao edifício principal com frente para a rua.

A proposta passou por, em primeiro lugar, demolir uma área considerável da construção existente no logradouro, no seu troço composto por dois pisos, de modo a garantir melhores condições de salubridade aos dois edifícios, e permitir criar uma nova fachada tardoz da construção principal e uma outra para o edifício implantado no fundo do lote.
O espaço exterior resultante desta intervenção traduz-se em espaço verde afecto ao logradouro e em quatro lugares de aparcamento automóvel afectos exclusivamente aos espaços de escritórios.

No edifício à face do arruamento, a intervenção traduziu-se principalmente na manutenção das paredes de fachada principal e de meação, bem como da maioria das lajes maciças existentes (salvo nas áreas previstas para a caixa de escadas e ascensor, onde a estrutura foi alterada e adaptada às novas condicionantes), na alteração da fachada tardoz, respeitando os alinhamentos definidos pelas edificações vizinhas e na edificação de um último piso recuado.

Pela reformulação do espaço interior do edifício, consegui-se, no piso térreo, garantir, para além de um pequeno estabelecimento comercial voltado ao arruamento, um apartamento tipo T0 voltado para trás e uma zona de distribuição onde se localizam as comunicações verticais de acesso aos pisos superiores do edifício (caixa de escadas e ascensor) e ainda o acesso ao logradouro pelo percurso coberto já existente.
Em cada um dos dois pisos superiores do edifício foi possível resolver três apartamentos, dois T0 e um T1, e no andar recuado mais outras duas fracções, um T0 e um T1.

Procurou-se respeitar a linguagem e os materiais existentes na fachada original, sendo que as alterações mais significativas prenderam-se sobretudo com a necessidade de resolver uma nova fachada de tardoz enquadrando-se no entanto na métrica existente de composição das fachadas dos prédios vizinhos.
No piso recuado tentou-se respeitar igualmente a métrica e a relação de cheios/vazios existente na fachada principal.
Só no piso térreo se propôs uma alteração maior, dado deixarem de existir os dois acessos individualizados às fracção existentes, passando a existir apenas um acesso comum a todas as novas fracções (9).
Para além da nova configuração do espaço comercial propomos a criação de dois portões, um de uma e outro de duas folhas, compostos por barras de ferro e ripas de madeira que permitem a visualização não apenas da portaria e acesso vertical às fracções habitacionais mas também ao espaço verde existente no interior do lote e que serve de acesso aos espaços de escritórios.

Habit0
Habit1
Habit2
Habit3
Habit4
Habit5
Habit5a
Habit5b
Habit6
Habit7
Habit8
Habit9
Habit10
Habit11